Disfunções Sexuais:


As disfunções sexuais ocorrem quando existem dificuldades em alguma das fases da resposta sexual (Desejo, Excitação, Platô, Orgasmo e Resolução) Masters e Johnson, 1979.

Segundo estudos recentes realizados por Pauls, Kleeman e Karran (2005) citados por Marques, Chedid e Eizerik (2008), nos Estados Unidos as disfunções sexuais atingem taxas de 10% a 52% dos homens e 25% a 63% das mulheres e na maioria das vezes estas possuem múltiplas causas, orgânicas (diabetes, hipertensão, câncer, alterações hormonais, traumas, entre outras) e psicológicas (depressão, medo, abuso sexual, ansiedade, entre outras).

 

Halvorsen e Metz (1992 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008) classificam as disfunções sexuais em quatro categorias:

 

1. Disfunções de desejo (desejo sexual hipoativo, hiperativo e aversão sexual).

 

2. Disfunções de excitação (na mulher: alterações relacionadas a excitação e à lubrificação; no homem: disfunção erétil).

 

3. Fase de orgasmo (na mulher: anorgasmia; no homem: ejaculação precoce, retardada, retrógrada e ausência de sêmen).

 

4. Disfunções sexuais relacionadas a dor (na mulher: dispaurenia e vaginismo; no homem: prostatites, uretrites, fimose, doença de Peyrone, etc.)


Disfunções Sexuais no Homem


No homem as principais disfunções sexuais são:

  • Impotência Sexual:

Carey (2005) citado por Lindório e Tataren (2010) disserta que o transtorno erétil masculino diz respeito à incapacidade (periódica ou persistente) do homem conseguir ou manter a ereção até a finalização da atividade sexual. É considerada impotência sexual quando o indivíduo possui incapacidade de iniciar ou manter a ereção em, pelo menos, 50% das tentativas durante a relação sexual. Essa disfunção incapacita o homem de obter ou manter ereções suficientemente rígidas para a penetração vaginal, impedindo a satisfação sexual. Este transtorno apresenta grande importância clínica, pois 36% a 53% dos homens recorrem a clínicas especializadas por conta do transtorno erétil masculino. Em um estudo sobre o perfil sexual no Brasil cerca de 46,2% dos homens apresentaram esta disfunção (2002 ABDO et al.).

A impotência sexual está relacionada a diversos fatores que podem ser físicos, psicológicos e sociais e de acordo com os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Urologia (1998 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008) através de um estudo realizado em 22 cidades brasileiras, 44% dos homens do país possuem disfunção erétil. Além disso, foi descoberto que 56% dos homens que sofrem deste problema afirmaram ser hipertensos, 19% diabéticos, 13% têm colesterol alto e, ainda, 12% deles são cardíacos.

  • Ejaculação Precoce:

Para McMahon et al. (2004), ejaculação precoce é a persistente ou recorrente ejaculação com uma estimulação sexual mínima, a qual pode ser antes, no momento, logo após a penetração ou “antes do desejado” pelo indivíduo, possuindo ele pouco ou nenhum controle voluntário, causando para o mesmo e sua parceira incômodo e estresse. Este transtorno é frequente, sendo que 36% a 38% dos homens da população geral podem apresentar ejaculação precoce. Além disso, estudos constataram que esse transtorno aparece em 20% dos homens que procuram atendimento clínico especializado. Abdo et al. (2002) em seu estudo sobre o perfil sexual do brasileiro encontraram que 15,8% dos homens apresentam esta disfunção. 

  • Ejaculação Retardada:

Segundo Munjack e Kanno (1979 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008), é a persistente dificuldade ou inabilidade de ejacular, apesar de adequado estímulo, desejo e ereção. Este transtorno é raramente observado na prática, ocorrendo entre 4% a 10% dos homens que buscam atendimento especializado. Abdo et al. (2002) em seu estudo encontraram 10% da amostra da população brasileira com esta disfunção.


Disfunções Sexuais na Mulher


Na mulher as principais disfunções sexuais são:

  • Anorgasmia:

Basson (2005 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008) disserta que esta disfunção ocorre quando há desde a diminuição de intensidade do orgasmo até sua ausência na vigência de um estímulo adequado. Segundo uma pesquisa realizada por Laumann et al. (1999) citada por Meston e Bradford (2007), 24% das mulheres dos Estados Unidos apresentam esta disfunção. Abdo et al.(2002), analisaram que 29,3% da população feminina do Brasil apresentou anorgasmia.

  •  Desejo sexual hipoativo:

Basson (2005 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008) relata que esta é considerada a mais comum das disfunções femininas, e consiste na diminuição ou ausência de interesses e de fantasias sexuais, ou seja, não existe nenhuma motivação para que o ato sexual aconteça. Há uma redução da excitação e de lubrificação vaginal frente a qualquer tipo de estímulo. Nos Estados Unidos a taxa de mulheres com esta disfunção é de 31% (LAUMANN et al. 1999 apud MESTON e BRADFORD, 2007) e segundo Abdo et al. (2002) 34,6% da população feminina brasileira apresenta esta disfunção, fazendo dela a mais prevalente.

  • Dispaurenia e Vaginismo

Estas disfunções não estão vinculadas ao ciclo de resposta sexual, mas sim ao elemento “dor”. Basson (2005 apud MARQUES, CHEDID e EIZERIK, 2008) relata que a dispaurenia é a dor no intercurso sexual e geralmente possui causas orgânicas como vulvovaginite, bartholinite, vestibulite vulvar, cistite intersticial, sequelas de partos transpélvicos traumáticos, hipoestrogenismo, entre outros. Laumann et al. (1999 apud MESTON e BRADFORD, 2007) reportaram que aproximadamente 16% das mulheres dos Estados Unidos apresentaram esta disfunção. No Brasil, Abdo et al. (2002), reportaram que 21,1% da população feminina apresenta esta disfunção.

O vaginismo é caracterizado por um espasmo involuntário da musculatura paravaginal à simples menção ou tentativa de coito, de origem psicogênica, que causa impedimento total ou parcial à penetração.


Terapia Tântrica e Disfunções Sexuais


Em uma única sessão já é possível perceber diversos benefícios e ganhos. Porém, é através da continuidade das sessões que será possível desenvolver e aprimorar novas possibilidades proprioceptivas de natureza orgástica, alcançando níveis mais elevados de sensibilidade, percepção e consciência. Dentre os principais benefícios podemos listar:

  • Fortalece, tonifica e vitaliza os genitais.
  • Auxilia na cura de disfunções sexuais (baixa libido, ausência de orgasmo, ejaculação precoce, impotência, vaginismo, baixa lubrificação vaginal, entre outras).
  • Desperta a consciência da Bioeletricidade.
  • Aumenta os níveis dos "hormônios do prazer": endorfina, serotonina e ocitocina.
  • Orgasmos múltiplos, secos e ejaculatórios.
  • Modifica os paradigmas sobre sexualidade.
  • Desperta regiões sensoriais adormecidas ou condicionadas pela repetição constante de processos masturbatórios.
  • Insere todos os grupos musculares do corpo ao mecanismo reflexo do orgasmo, ampliando as possibilidades de prazer.
  • Conecta a voz e a respiração às sensações do corpo, permitindo o livre fluxo da energia.
  • Dissolve bloqueios psicológicos e emocionais que inibem o fluxo de energia, afetando o prazer.

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